segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Verdade, Sentido e Vida

A aproximação feita aos temas tratados neste blog é filosófica. Ela deve ser entendida como sendo a reflexão racional acerca destes assuntos, com o objetivo de conferir-lhes sentido a partir de um critério de sentido. O critério é o da tentativa de reunião sob um sentido único de todos os conhecimentos humanos, preservando as particularidades de cada um.
Esta reflexão é racional porque é crítica e não porque ela seja uma reflexão meramente "matemática". Por isso, ao mesmo tempo, ela também não é um processo puramente racional porque a reflexão e o sistema de sentido, que são interdependentes, são processos "vivos".

Por ser vivo, o sistema de sentido "interfere" na vida real do ser humano e sofre as "interferências" desta. Além de racional, o ser humano é também, ao mesmo tempo, emocional, técnico, científico, espiritual, religioso, etc. É importante observar que o ser humano tem a capacidade de criticar a partir do seu sistema de sentido, tanto o seu lado racional quanto o emocional, tanto o religioso quanto o científico, etc. Mas ele também é criticado por estes seus "lados" e é na dinâmica de criticar e ser criticado que "vive" o sistema de sentido, o conhecimento, a reflexão, a emoção, etc.

O sistema de sentido que confere sentido às coisas e cria as regras de sentido acontece apenas enquanto processo vivo. Qualquer coisa dita/escrita sobre ele não passa de um extrato ou um retrato instantâneo do sistema, sem ser ele mesmo. A fotografia "fala" sobre a coisa nela "capturada", mas ela não é esta coisa mesma e está, neste sentido, morta. Quanto mais um sistema se aproxima da matemática mais "morto" está, e quanto mais um sistema se aproxima da vida, mais perto do espírito humano (vivo) ele está. A coisa capturada numa fotografia ou em algum texto, volta à "vida" quando é percebida com sentido pelo espírito humano. O sistema de sentido só existe em "tempo real" na vida do ser humano e na sociedade em que ele está.

Em outro texto, a verdade é apresentada como sendo provisória, isto, por conta de limitações humanas. Assim, o que confere verdade a alguma coisa é o sistema de sentido real "vivido" por uma pessoa ou comunidade. Mas, pela mesma razão, também é impossível afirmar que a verdade acerca de uma coisa não exista. Esta polaridade permitiu ao ser humano o desenvolvimento das suas diferentes frentes de conhecimento, nomeadas neste blog de maneira reducionista como ciência, religião e senso comum.

Há, portanto, um ponto comum entre estas três faces do conhecimento: o ser humano que não consegue afirmar verdades. Este ponto comum é a "origem" da fragmentação dos saberes e, neste blog, é o ponto de partida para as propostas de pensar uma re-união.

Esta abordagem filosófica pode parecer bastante distante da vida real. Principalmente para aquelas pessoas que em vez de crerem na verdade acerca de alguma coisa, estão convencidas de possuir a verdade final a respeito da coisa. Esta passa a ser o fundamento da sua "vida". Estar desta maneira possuído por alguma verdade final pode impedir a crítica, seja a partir do seu próprio sistema de sentido ou da crítica que sobrevem de outras fontes. Ficar possuído pela verdade pode "acontecer" a qualquer pessoa e não apenas às religiosas, por exemplo, alguém pode afirmar uma verdade que para a ciência e até para a religião é uma supertição ou, ainda, a pessoa "convencida" do cientificismo também tem uma verdade assim. Este estado pode colocar um fim no processo dinâmico do espírito em busca do sentido do todo. Esta pessoa acredita que já o tenha encontrado, seja pela fonte científica ou religiosa. Em si, isto não está "errado" porque sempre vamos aceitar como verdade final (mesmo não sendo) o que para o nosso sistema de sentido faz sentido. O "errado" é esquecer total e deliberadamente que esta verdade pode ser provisória, pois esta posição impede qualquer relação como iguais entre as partes do todo. Por exemplo, o religioso (fora ou dentro do ser humano) é (precisa ser) combatido pelo científico (fora ou dentro dele mesmo) e vice-versa, pois a verdade final de cada um dos lados se excluem mutuamente. Isto gera uma "esquizofrenia" que tende a desaparecer quando o ponto comum entre eles é o ponto fraco de ambos, a incerteza. Mesmo aceitando a incerteza como característica do conhecimento, o ser humano pode construir relações com sentido.

A incerteza, comum à todos os tipos de conhecimentos, pode se tornar em catalizador na busca do conhecimento que confere sentido ao todo e/ou às suas "partes", sejam elas do tipo "científico" ou do tipo "religioso". A polaridade entre elas não deve desaparecer, antes, devem se manifestar como forças iguais e não excludentes, que se desafiam e depuram mutuamente enquanto buscam pelo sentido/verdade do todo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O sistema de sentido e verdade

Em outro texto propusemos dissociar o sentido das coisas da verdade destas coisas. A razão para isto é a incapacidade humana de afirmar a verdade definitivamente e, porque, mesmo assim, as coisas podem fazer sentido. Ou, em outras palavras, o sentido que a coisa faz, e por isso a consideramos verdadeira, pode amanhã já não mais fazer sentido, ela pode perder a sua verdade por conta de uma nova experiência, uma nova ideia, um novo fato, etc. Encontrar a verdade final de uma coisa tornaria o conhecimento acerca desta coisa fixo e imutável, final.

Segundo K. Popper, só é possível falsear uma teoria, ou, ainda, não é possível afirmar a verdade de uma teoria. Isto significa que enquanto ainda não tenha surgido algo que coloque em dúvida a verdade acerca de uma coisa, ela continua fazendo sentido. E, enquanto isso, nós a tomamos como a verdade.

Por esta razão as verdades alcançadas pelo ser humano são provisórias e elas têm, por assim dizer, diferentes graus de "garantia" de verdade. Não existe conhecimento com 100% de garantia. A partir disso é possível dizer que todo sistema de sentido e a sua verdade são provisórios, mas, mesmo assim, conferem sentido às coisas e à existência humana. O ser humano consegue viver com sentido mesmo que este sentido esteja baseado em verdades com baixo grau de garantia ou, até, baseado numa inverdade. Mas ele não consegue viver tranquilo e de forma saudável se se instalou uma falta de sentido no seu sistema, nesse caso ele precisa restaurar a ordem perdida para recuperar a sua tranquilidade.

O aqui proposto sentido do todo, não é, portanto, a verdade final acerca do universo, obtido "de fora" com a ajuda dos deuses, da ciência, do senso comum ou, de forma mais real, por meio da estranha combinação entre estas três principais maneiras de conhecer. O sentido do todo é, antes, o sentido criado e atribuído às coisas pelo ser humano em seu meio social, com uma maior ou menor orientação e/ou tendências científicas e/ou religiosas. Este sentido corresponde com diferentes graus de garantida à realidade mesma e é o sistema de sentido que confere segurança/insegurança, tranquilidade/intranquilidade, alegria/tristeza ao ser humano indiviual ou social. Quanto mais abrangente puder ser este sistema de sentido, englobando os diferentes aspectos do ser humano real, como, por exemplo, o lógico, o racional, o emocional, o individual, o comunitário, o religioso, etc., maior será a sua realização como ser humano. Esta é a máxima verdade que o ser humano pode alcançar, verdade que por apenas uma ideia ou um fato novo pode perder a sua verdade.

No entanto, esta "lacuna" no conhecimento humano é mais ou menos superada pelo sentido de conjunto que o seu sistema de sentido lhe permite. Este sentido de conjunto será tanto mais saudável (no sentido amplo da palavra), quanto mais o seu sistema de sentido permitir as manifestações humanas reais, experienciadas por ele no seu dia-a-dia. Caso contrário, a sua vida passa a ser "departamentalizada" e fragmentada.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

O sistema de sentido

O sistema de sentido neste espaço significa, em primeiro lugar, o conjunto total das relações de sentido estabelecidas acerca das coisas. Ou, dizendo de outra forma, é o nexo geral atribuído às coisas conhecidas. As coisas desconhecidas ainda não puderam ser integradas a este conjunto, mas "anseiam" por essa integração.

Um segundo aspecto importante e decisivo para a compreensão de sistema de sentido é que ele é vivo. Por exemplo, um livro que repassa conhecimentos acerca das coisas é, de certa forma, um "sistema" morto. Ele reúne de alguma maneira os conhecimentos do autor em torno de um assunto, a partir do sistema de sentido vivo deste. Este conhecimento pode se tornar vivo quando for aceito e incorporado ao sistema de sentido do leitor.
Cada ser humano "vive" a partir e para o seu sistema de sentido e, da mesma forma, a comunidade em que ele está vive a partir e para o seu sistema de sentido. Este sistema é vivo porque ele acontece de forma "plena" apenas nos seres humanos, incluindo-se aí a comunidade. Ele é vivo porque mesmo que seja possível escrever, por exemplo, o estatuto e as leis que definem o sentido de uma sociedade qualquer, é na vida dessa sociedade que o sentido se torna real. É na vida real do ser humano que ele realiza o seu sentido. E esta "realização" é dinâmica, a cada instante são incorporados novos conhecimentos e são criadas novas normas de sentido, etc. Um texto escrito ou mesmo uma experiência relatada por um ser humano, são extratos do seu sistema de sentido que, mesmo válidos, estão "mortos".

Um terceiro aspecto. Se o sistema de sentido, na sua forma "plena", se realiza apenas na vida do ser humano (ou na comunidade), então ele é influenciado e influencia também todas as áreas da vida. Assim, a realização dinâmica do sistema de sentido do ser humano/comunidade considera também os "sentimentos" e não apenas a "razão". Também os fatores biológicos/sociológicos influenciam o sistema de sentido. O sistema de sentido ainda sofre a influência dos desejos e dos diversos aspectos vitais como, por exemplo, a preservação (ou não) da vida (biológica, psicológica, sociológica): numa hora de "aperto" posso fazer coisas que não fazem sentido para mim ou, até, coisas que considero moralmente erradas. Em uma palavra, o sistema de sentido real não existe fora da vida do ser humano como um todo e da sua comunidade e, reduzir o sentido a apenas "um ou dois" aspectos da vida humana, no sentido aqui porposto, é reducionismo.

Assim, é a partir de todas as áreas do conhecimento humano, "temperadas" pelos aspectos característicos da vida de cada indivíduo/comunidade que é formado o sistema de sentido. Desde as disciplinas mais "duras" e precisas, distantes do real como a matemática e a física, até as menos precisas e mais próximas do real, como a química, a biologia, a psicologia, a sociologia e a história. No sentido aqui proposto, também não dá para excluir do sistema de sentido os aspectos filosóficos e metafísicos da vida humana/comunitária. O conhecimento na vida real, além de ser um processo racional é, também, ao mesmo tempo, (pelo menos) um processo emocional e religioso.

Por último é preciso dizer que "sentido" não é necessariamente "verdade". Algo pode fazer sentido para mim e mesmo assim não ser verdade. Um exemplo clássico é a visão de mundo geocêntrica, aceita por muito tempo como verdadeira. Porém, o mais importante é saber que eu não preciso encontrar a "verdade" para que eu encontre o "sentido". Por isso, é mais importante buscar o sentido das coisas em vez de buscar um acesso privilegiado ao conhecimento verdadeiro, como acontece na disputa entre os defensores do cientificismo e dos defensores de alguma religião fundamentalista. Esta disputa fragmenta o sentido do todo, mas é justamente o sentido do todo que o ser humano almeja, pois é o sentido do todo que proporciona alegria e tranquilidade e, como consequência, saúde ao ser humano e sua comunidade.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O que significa a palavra "Deus"?

Certamente não há "uma" resposta para esta pergunta. Principalmente porque não existe nenhum parâmetro ou sistema de sentido a partir do qual se possa respondê-la de forma consensual. Em cada um dos sistemas de sentido e em cada religião esta palavra diz coisas ligeira ou totalmente diferentes entre si.

Para os propósitos deste espaço, a tentativa de resposta à pergunta não passa de uma proposta de redefinição. O contexto desta tentativa é o "todo" do conhecimento, definido em outro texto.

Aqui, "Deus" é uma palavra que não faz referência a um deus específico, por exemplo, o Deus pessoal do cristianismo ou qualquer outra divindade ou força divina. Mesmo assim, ela não é uma palavra vazia. Ela identifica aquela coisa "comum" a todos os seres humanos na busca pelo sentido do todo. É aquela coisa superior última, ou o fundamento último sobre o qual decidimos apoiar o conhecimento e, por fim, a própria existência. Agora, se esta coisa pode ser algo (ou alguém) transcendente ou se ela é imanente, isto é decidido pelo sistema de sentido do indivíduo em uma comunidade.

Mas, aqui, a palavra "Deus" também não se restringe apenas aos deuses referidos no parágrafo anterior. Ou seja, também tem um Deus aquele indivíduo que por causa do seu sistema de sentido não pode aceitar deuses transcendentes, deuses pessoais ou amuletos etc. Para este (e sua comunidade) "Deus" é aquilo que é o fundamento para o seu sistema de sentido. Isto poderia ser, por exemplo, o método científico.

Portanto, Deus aqui não designa um Deus ou deuses, e sim, aquilo sobre o qual descansa a necessidade humana de apoiar o seu conhecimento e a sua vida, antes mesmo de nomeá-lo. Esta "necessidade" é decorrente do "incômodo" sentido pelo ser humano diante do desconhecido (leia: O sentido das coisas I) e da incapacidade humana de alcançar a verdade acerca das coisas de forma imediata e inequívoca, tanto pela religião como pela ciência.

A religião tem dificuldade de aceitar esta definição porque o seu Deus é um conteúdo específico que exige maior ou menor exclusividade. Na ciência esta dificuldade reside no fato de ela, normalmente, se perceber (e até exigir) como livre de interferências humanas. Obviamente isto é uma idealização da ciência.

Mas, em ambos os casos, é possível imaginar esta definição como possível se, por um instante, cada qual permitir uma pequena brecha para o outro no seu sistema de sentido. Esta brecha também é possível porque nenhum lado pode afirmar a verdade. E ela é necessária para possibilitar o diálogo frutífero (não um monólogo ou uma imposição) entre ciência, religião, arte, senso comum, etc. Cada qual permanece com o seu Deus e uma eventual mudança acontecerá pela aceitação de um outro sistema de sentido vivo, fruto de diálogo, na tentativa de alcançar desta forma um sistema de sentido mais abrangente.

Portanto, no sentido aqui proposto, todos nós temos em nossa vida real um Deus, dando-lhe este nome ou não.

Texto relacionado: O sentido das coisas II

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O sentido do todo

Todas as coisas querem fazer sentido no conjunto todo das coisas. Ou, em outras palavras, o ser humano "precisa" integrar todo o seu conhecimento sob um sentido "único". Os sentidos individuais precisam ser relacionados com sentido entre sí, até que nenhuma coisa fique excluída. Qualquer coisa excluída do sentido todo é percebido pelo ser humano como algo estranho que fica "incomodando", até que, de um ou de outro jeito, ela seja integrada ao todo do conhecimento. Quando a integração de uma coisa não for possível, ela precisa ser descartada como não "verdadeira", não "existente" ou simplesmente "esquecida" (se é que isso é possível). Evidentemente existem outras formas de "descarte", porém, a intenção sempre será a de preservar a integridade do sentido do todo.

No texto anterior "O sentido das coisas II" afirmei que o sentido das coisas é criado pelo ser humano. Não é só isso, ele também cria as normas do fazer sentido. No senso comum essas normas são em grande medida inconscientes e têm aspectos "científicos" e "religiosos". Na religião elas são derivadas de alguma divindade enquanto que na ciência elas são os métodos científicos reconhecidos. Portanto, no mundo atual, não existe apenas uma regra aceita por todos que "ensine" o que faz sentido ou não. Na verdade não existe unanimidade nem dentro do grupo da ciência nem no grupo religioso e, muito menos, no senso comum. Esta é uma das razões por que existem religiões que não se aceitam e vários métodos científicos. Esta diversificação não deveria ser entendida necessariamente como um problema. O problema surge quando se crê que o ser humano é capaz de reconhecer a verdade final acerca das coisas e por isso ele "precisa" descartar as normas que incomodam. No entanto, por limitações do conhecimento humano é impossível, tanto no âmbito da ciência como também no da religião, encontrar a verdade final. Mesmo assim o problema é atual porque, grosso modo, tanto a religião fundamentalista como o cientificismo acreditam que, de um ou de outro jeito, têm esta capacidade. Não existe nenhuma norma acima das duas, aceita pelas duas, que pudesse integrar o sentido de cada uma delas num todo "único". Cada qual acredita ser esta norma de sentido final.

Mas, o que devemos entender como o "todo"? Difícil, talvez, impossível responder a esta pergunta, principalmente porque não existe nenhuma norma de sentido reconhecida por todos os lados envolvidos, norma pela qual se pudesse decidir a respeito. As duas grandes formas de conhecer hoje, a ciência e a religião, nas suas formas mais radicais, respectivamente, o cientificismo e a religião fundamentalista, sequer aceitam discutir a questão, o que dificulta ainda mais definir o que seja o "todo". Cada qual considera a sua norma de conferir sentido aquela que define o todo.
Por isto, eu considero o "todo do sentido" como o conjunto dos "lugares" onde o ser humano criou sentido ao longo de sua história, ou seja (simplificando bastante), a religião, o senso comum e a ciência. A razão para esta opção é simples, ainda não existe norma que autorize descartar (com certeza final) qualquer uma destas formas e todas elas ainda se fazem bem presentes atualmente, conferindo sentido ao ser humano em sua comunidade.

Vale aqui fazer uma observação importante. Obviamente, além das três formas de conferir sentido aqui mencionadas, existem outras. Uma das mais importantes é a Arte, que também é relegada à um segundo plano quando se trata de "conhecimento verdadeiro", pois também ela não consegue apresentar fatos verificáveis pelo método científico. Mesmo assim, ao longo da história humana ela conferiu e confere ainda hoje sentido às coisas.

Seria possível integrar com sentido todas estas formas de conhecer? Uma forma final certamente não é possível encontrar, pelas razões já apontadas. Mas, seria possível encontrar uma forma de pensar e conferir sentido que contemple o todo do sentido aqui proposto, onde a diversidade do real contribua para um sentido "único"? O sentido "único" aqui é o sentido alcançado com a cooperação das diversas formas de conhecer, sem que elas "precisem" excluir-se mutuamente como acontece sob a paradigma vigente atualmente.

A minha aposta é que, a partir do estado de incerteza atual, seja possível gestar uma forma de pensar com sentido do todo, um sistema de sentido que fomente a inclusão também na área do conhecimento como já vem acontecendo em outras áreas.